A telefonia ainda é um dos pilares da operação de muitas empresas — principalmente equipes comerciais, atendimento, suporte técnico e unidades com múltiplos ramais. O problema é que, em muitas organizações, esse custo fica “escondido” no financeiro e passa meses sem revisão. Resultado: desperdício, falhas de atendimento e baixa produtividade.
Se a sua empresa sente que “gasta muito e não sabe exatamente com o quê”, este conteúdo é para você.
1) Contas com cobranças que ninguém entende
Um dos sinais mais comuns de desperdício é a fatura complexa, cheia de itens técnicos e cobranças pulverizadas. Quando a empresa não consegue identificar claramente o que está pagando (linhas, franquias, excedentes, serviços adicionais, planos desatualizados), o risco de pagar por algo que não usa aumenta muito.
Como corrigir:
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Faça uma auditoria das últimas 3 a 6 faturas.
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Separe por categoria: móvel, fixo, dados, PABX, links e serviços adicionais.
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Identifique cobranças recorrentes sem uso real.
2) Linhas ativas sem uso ou com uso mínimo
É comum empresas manterem chips e linhas ativos por “segurança” ou por falta de controle interno. Em negócios com troca de equipe, filiais ou equipes externas, isso acontece ainda mais.
Impacto direto:
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Pagamento mensal por linhas ociosas.
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Custos de pacotes e franquias sem retorno.
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Dificuldade para controlar inventário de telecom.
Como corrigir:
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Levante todas as linhas ativas por colaborador/setor.
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Compare com o consumo médio mensal.
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Cancele, suspenda ou migre para planos mais econômicos.
3) Plano contratado não combina com o perfil da operação
Muitas empresas contratam um plano em um momento específico e nunca mais revisam. Só que o perfil muda: equipe cresce, atendimento migra para WhatsApp, vendas passam a usar CRM, parte da operação vira home office.
Quando o plano não acompanha a rotina real, surgem dois cenários ruins:
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franquia sobrando (pagando mais do que precisa)
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excedente constante (pagando multa/consumo extra todo mês)
Como corrigir:
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Analise o comportamento de uso por setor.
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Renegocie com base em dados reais.
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Revise periodicamente (trimestral ou semestralmente).
4) Quedas, ruídos e instabilidade no atendimento
Nem todo prejuízo está na fatura. Problemas de qualidade na comunicação também custam caro:
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ligações que caem,
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áudio ruim,
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demora no atendimento,
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falhas no ramal,
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clientes que desistem no meio da chamada.
Isso afeta diretamente a experiência do cliente e a taxa de conversão comercial.
Como corrigir:
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Mapear horários e setores com maior incidência de falhas.
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Verificar infraestrutura de rede e equipamentos.
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Avaliar soluções de telefonia em nuvem e monitoramento.
5) A empresa depende de uma pessoa para “entender a telefonia”
Quando só uma pessoa sabe onde estão as linhas, os contratos, acessos e configurações, há um risco operacional importante. Em férias, desligamento ou troca de função, o controle se perde.
Como corrigir:
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Documentar contratos, operadoras, acessos e responsáveis.
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Centralizar a gestão de telecom.
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Criar rotina de acompanhamento com relatórios simples.
Por que revisar a telefonia virou estratégia, e não só economia
Gestão de telecom não é apenas cortar custo. É melhorar operação, atendimento e previsibilidade financeira. Uma estrutura bem organizada ajuda a empresa a:
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reduzir desperdícios,
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melhorar a comunicação interna e externa,
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escalar atendimento com mais eficiência,
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tomar decisões com base em dados.
Em resumo: revisar telefonia é uma ação de gestão — e empresas que fazem isso com frequência tendem a ganhar competitividade.
Dica final para começar ainda este mês
Se você quer um primeiro passo prático, comece com este checklist:
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✅ Levantar todas as linhas ativas
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✅ Conferir consumo real dos últimos 3 meses
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✅ Identificar cobranças recorrentes e excedentes
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✅ Revisar planos por setor
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✅ Documentar responsáveis e contratos
Uma simples revisão já pode revelar oportunidades importantes de economia e melhoria de desempenho.



